BLOG DO JAKSON FITIPALDI: Dermatologista pernambucano cria repelente natural contra o Aedes

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Dermatologista pernambucano cria repelente natural contra o Aedes

A partir de uma necessidade familiar, o casal formado pelo pesquisador e dermatologista Djalma Marques e pela engenheira química Fátima Fonseca criaram um produto capaz de repelir o mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus, sem ferir os princípios naturalistas adotados pela família desde a década de 1980. A fórmula, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pode ser usada por grávidas e bebês e já está sendo comercializada.

Além de proteger os filhos contra os mosquitos do bairro de Aldeia, próxima à casa da família, no município de Camaragibe, o repelente, feito à base de óleos naturais, tem chamado a atenção de farmácias de Pernambuco , devido à preocupação com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Pesquisador aposentado da Fiocruz, Djalma iniciou as pesquisas para a criação do repelente em 2008. Depois de testes feitos em casa com recursos financeiros próprios, o projeto foi enviado e aprovado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Com a aprovação da ideia, os pesquisadores receberam ajuda da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de R$ 4 milhões.

Finalizada em 2014, a pesquisa resultou na criação de um produto que mistura óleos essenciais de plantas como alecrim, cravo, citronela e andiroba. Além da isenção de compostos químicos, o produto contém probióticos, micro-organismos que repõem substâncias da pele perdidas durante o banho com sabonetes comuns.

PRODUÇÃO: Com o aumento do número de casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a demanda pelo repelente aumentou. Após a terceirização da produção e da  entrega do primeiro lote, em 2015, algumas redes de farmácias encomendaram o repelente, dando gás à produção. O “Bio-repely” já é comercializado online por R$ 39,90, mas partir da semana que vem poderá ser encontrado em três grandes redes de farmácia em Pernambuco.

Ainda há negociações com a Universidade Federal de Pernambuco para que o produto seja encontrado na farmácia da instituição de ensino.

O pesquisador também negocia a exportação do repelente para outros estados do país. “O que estamos fazendo é uma forma de repelir o mosquito, mas é preciso matar o inseto. Essa é uma questão que envolve a conscientização da sociedade”, defende o pesquisador.

Fonte: G1



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